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Expresso

Em defesa dos muçulmanos

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Não é por um grupo de 64 refugiados chegar hoje a Portugal que me proponho defender os muçulmanos. É porque, neste momento, refugiado e muçulmano são quase sinónimos e, em nome da recusa destes, afastam-se aqueles. Com uma frieza e uma crueza própria de quem esqueceu que todos nós, antes de sermos isto ou aquilo, nascidos aqui ou ali, somos seres humanos, nascidos livres e iguais em dignidade e direitos, como se proclama na Declaração Universal dos Direitos do Homem

Há anos, um ser que se declarasse simultaneamente nacionalista e socialista tinha uma designação: nacional-socialista, ou nazi. Hoje, já não é assim. O mundo complicou-se. Por isso, o primeiro-ministro eslovaco é considerado pela imprensa um “nacionalista de esquerda”. Curiosamente, a sua campanha eleitoral (as eleições foram domingo e ele ganhou-as, mas perdeu a maioria que conseguira) tinha como mote “nem um único imigrante muçulmano”.

Substituam muçulmano por judeu e tem um Hitler em potência. Robert Fico, que foi um militante do Partido Comunista da Checoslováquia e hoje é dirigente do SMER-SD (partido que integra os socialistas europeus) é uma vergonha. Está ao nível do Húngaro, seu vizinho, Órban, que faz parte do PPE. O mundo europeu é, de facto, tão complexo que os dois maiores partidos que compõem o Parlamento de Estrasburgo comportam racistas e xenófobos assumidos.

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