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Expresso

Trump: o perigo vitorioso

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A questão não está tanto em saber por que razão Trump é um perigo. Do meu ponto de vista, a questão está em saber por que razão, depois de tanta gente informada avisar que ele é um perigo, o magnata se mantém incólume e à frente dos votos Republicanos, que aliás deverá reforçar esta madrugada, na Super TuesdayA questão não está tanto em saber por que razão Trump é um perigo. Do meu ponto de vista, a questão está em saber por que razão, depois de tanta gente informada avisar que ele é um perigo, o magnata se mantém incólume e à frente dos votos Republicanos, que aliás deverá reforçar esta madrugada, na Super Tuesday

Os mais básicos e imediatistas acharão que este é um problema da direita, dos conservadores, dos neoliberais. Esquecendo, porventura os populistas Corbyn no Reino Unido, Tsipras na Grécia, Iglésias em Espanha e o próprio Sanders, que tem disputado muito eleitorado a Hillary Clinton nos EUA. Mas claro que à direita há muito por onde escolher: Le Pen em França, Andrzej Duda na Polónia, Orban na Hungria, Putin na Rússia. Estes nomes, sendo muito diferentes (e sendo Trump pior do que os outros) têm em comum um arsenal respostas simples para problemas complexos.

É precisamente neste ponto – na complexidade extrema em que o nosso mundo se tornou, a meio de uma revolução de ideias, de políticas, de modelos económicos e de avanços tecnológicos da qual ninguém sabe, ao certo, como sai – que podemos encontrar a resposta à pergunta: por que razão Trump (assim como outros demagogos) é tão popular? Porque erige dois ou três temas e faz depender uma análise complexa de uma resposta única e simples. Por exemplo, Trump parece resolver a maioria dos problemas da América construindo um muro (afinal o que tantos europeus já fizeram).

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