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Eutanásia: castigar a verdade, ou confiar nos médicos?

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Depois da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros ter dito na Rádio Renascença, durante um debate, que já tinha assistido à discussão de casos de eutanásia no Serviço Nacional de Saúde, uma série de médicos e outros profissionais encheram-se de brios. O Ministério da Saúde pediu, com urgência, uma investigação. Tudo isto a fim de sossegar consciências…

Talvez seja altura de eu dizer que Ana Rita Cavaco, a dita bastonária, deve ter razão. Pelo menos naquilo que eu sei e conheço. Não posso dizer se o método é o que ela descreveu (injeções de insulina), mas posso dizer que assisti a modos de encurtar uma vida, que só seria de sofrimento, por decisão médica. E assegurar que os médicos que o fizeram – cujas posições de fundo não conheço – são das pessoas mais humanas (e humanistas) que conheci.

O problema do Estado é querer legislar. Esse é o problema também de muita gente que pretende ver a eutanásia e a morte assistida devidamente regulamentada, sem falhas. Como escrevi no Expresso semanal, há pouco mais de uma semana, a ética profissional, conjugada com a compaixão e a misericórdia, raramente cabem na frieza de uma lei.

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