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Expresso

Os Oscares, o racismo e as tribos

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Já toda a gente ouviu falar da polémica à volta de não haver nenhum negro, ou afro-americano, se preferirem, nomeado para a noite dos Oscares. A mim parece-me uma conversa tão inquinada que nem sentido faz. Progressivamente confunde-se racismo com outros conceitos e o modo como tudo se baralha só aproveita a uns ingénuos pouco dados a pensar e a radicais sem escrúpulos. Um pouco como o cartaz do Bloco de Esquerda que mete Jesus ao barulho e que também abordarei mais à frente

Um dia, na já longínqua década de 1980, quando começou o ostracismo dos tabagistas (eu não fumo), um professor de Harvard que fora obrigado, como todos, a sair do campus para matar o vício, chegou-se ao pé de um grupo de jovens, entre os quais me encontrava e disse uma frase que jamais esquecerei, por premonitória: “Espero que os fumadores se tornem rapidamente numa minoria para poderem começar a reivindicar alguns direitos”.

De facto a ideologia da minoria é, paradoxalmente, contrária à da integração (prefiro esta). Ou seja, se no caso dos Oscares me dissessem: fulano de tal, que teve uma atuação brilhante, não foi nomeado sem qualquer explicação - provavelmente é por ser negro - eu ficaria preocupado. Mas quando se diz, no geral e abstrato: Faltam negros! Parece-me mera tribalização. Dá a entender que um negro qualquer, independentemente do merecimento, devia ser nomeado. E aí pergunto: e os asiáticos? E os portugueses? E os atores do meu bairro?

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