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Expresso

Alargar a ADSE? Boa ideia... se a ideia for um seguro

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O alargamento do subsistema da ADSE a filhos e cônjuges parece-me uma medida acertada… se for no caminho há muito falado: transformar aquilo que ainda é (e já foi mais) um privilégio dos funcionários públicos num seguro de saúde gerido pelo Estado e acessível universalmente

Há muitos anos, quando a ADSE surgiu, os funcionários públicos tinham um estatuto muito diferente do atual. Em plena ditadura, era impensável fazerem greves ou simplesmente colocar em causa uma decisão ou ordem de um chefe. Como contrapartida de uma pesada hierarquia, da qual fazia parte jurar ‘o ativo repúdio do comunismo’ para se aceder à administração do Estado, havia vantagens aliciantes: jamais se era despedido; a progressão na carreira era algo quase certo (embora com concursos) e a assistência na doença, assim como as reformas, estavam asseguradas.

Com a introdução do Serviço Nacional de Saúde assistimos durante quase 40 anos a algo verdadeiramente contraditório: apenas os servidores do Estado tinham direito a que o próprio Estado lhes desse um sistema melhor do que SNS. A ADSE foi o sustentáculo de muita medicina privada, através das convenções que fazia com hospitais e clínicas. Porém, a crise acabou, em parte com tais benesses: os trabalhadores da administração passaram a pagar muito mais pela ADSE – e o que era um direito passou a ser uma opção.

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