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Expresso

O ridículo fim da ‘austeridade’

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Este Orçamento, que hoje e amanhã se discute e será aprovado pelo PS, BE e PCP, parte do pressuposto de que as famílias terão mais dinheiro, o que aumentará a procura interna e com isso a receita fiscal e o PIB. Vamos admitir que sim. Vamos admitir que tudo corre bem, externa e internamente. O que pode um cidadão comum fazer para que isto ande nos trilhos?

Em primeiro lugar, por estranho que pareça, tem de seguir os conselhos de Costa: não fumar, andar mais a pé e de transportes públicos e, ao mesmo tempo, frequentar mais restaurantes e comércio onde se vendem produtos não importados.

Ao mesmo tempo deve arriscar todo o dinheiro que possa ter para criar empregos, de modo a que haja menos gastos e mais receita na segurança social, e mais coleta de impostos em sede de IRS. Em suma, o cidadão consciente tem de fazer uma espécie de quadratura do círculo: gastar menos em gasolina (e tabaco) o que diminui a receita fiscal, para ficar com dinheiro para gastar mais em restaurantes. Mas como as pessoas que menos ganham têm reposições ridículas – e são a grande maioria dos portugueses – e os que têm reposições melhores (por via de serem funcionários públicos ou por ganharem mais) são afetados pelos ajustes do IRS não se entende muito bem de onde vem o dinheiro para as famílias. Ainda assim, eu colaboro.

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