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Expresso

Rui Moreira, a TAL, a TAP e o Porto

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Não penso ter sido ideia do presidente da Câmara do Porto fazer a demonstração cabal de que os 50% do Estado na TAP não servem para nada. Mas fê-la. Depois de ter levantado um pé-de-vento pelo facto de a companhia aérea não voar do Porto para determinados destinos, depois de uma reunião com o primeiro-ministro, tudo ficou na mesma. Salvo uma coisa: a Ryanair, uma low-cost privada, vai assumir aqueles voos

Pode dizer-se que o Porto e Rui Moreira tiveram uma vitória. Afinal, há razão para tais voos. Curiosamente, escrevi aqui (e fui bastante criticado) que deveria ser o Porto a demonstrar a validade das suas pretensões, em vez de ‘exigir’ o que a TAP não queria (e cito): “Porque não interessam outra companhia, digamos, menos estúpida (porque quer fazer dinheiro) no negócio? Porque não pedem a uma outra companhia que organize um voo Porto-Milão com uma regularidade determinada?”

Pois foi o que aconteceu. E nesta jogada o que não se percebe é para que valem os 50% do Estado na TAP. Esta tem uma gestão privada e diz que perde dinheiro (é bem possível porque uma operação da TAP é sempre mais cara do que uma da Ryanair). Ora, se perde dinheiro, não avança. Maior lógica privada não há.

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