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Expresso

Os ‘Rui Moreira’ do Porto e os de Portugal

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Se há coisa que tive sempre dificuldade em entender são as reivindicações do interesse estratégico a propósito de quase tudo. Naturalmente, há interesses estratégicos ineludíveis – e por isso sempre fui contra a privatização da REN, como seria contra a das estradas ou da captação de água em alta pressão

Mas outras empresas há que não são, como a REN e as restantes citadas, monopólios naturais. É o caso da TAP e da aviação em geral. E é por isso que me é difícil engolir o papel a que o presidente da Câmara da Invicta, Rui Moreira, e alguns autarcas e industriais da região se prestam para ‘obrigar’ a TAP a ter voos, a partir do Porto, para onde a TAP não quer. Dizem os ‘protestantes’ que os voos são rentáveis. Mas nesse caso, porque não interessam outra companhia, digamos, menos estúpida (porque quer fazer dinheiro) no negócio? Porque não pedem a uma outra companhia que organize um voo Porto-Milão com uma regularidade determinada?

Em vez disso, e como é costume entre nós, toda a gente se vira para o Governo e para Lisboa, apesar de desconfiarem da perfídia de Lisboa, como se o Governo (este ou outro) e Lisboa tivessem vantagens na menor competitividade do Porto. Como se o Porto não pagasse tanto mais impostos quanto mais próspero for. O mais estranho é que o Governo (via António Costa) se mete no assunto. Deve ter sido por coisas destas, que dão popularidade aos molhos, que ele quis que o Estado tivesse 50% da companhia.

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