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Expresso

O “interesse nacional” do Governo

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Há frases que marcam, mas também há frases que matam. Por exemplo, Salazar entendia-se como único e exclusivo intérprete do “interesse nacional”. Quem lê estas linhas com alguma regularidade estará recordado que não há muitos dias (antes das presidenciais) afirmei que Eanes, Sampaio da Nóvoa, Cavaco e Marcelo evocavam algo dessa ideia nas suas intervenções: que o 'interesse nacional' era algo acima de todos, indiscutível, impositivo; cuja interpretação teria de ser apenas uma

Outro exemplo: Cavaco Silva entendia que a ação da Oposição não deixava o Governo trabalhar. Com certeza se lembram da célebre exclamação "deixem-nos trabalhar", dirigida aos partidos que se opunham à sua política e às célebres forças de bloqueio.

Pois bem, um dirigente importante é jovem do PS, apoiante incondicional do Governo, mostra que estas pérolas iliberais e antidemocráticas que tanta escola fizeram na nossa política subsistem, persistem no discurso. Basta uma pequena contrariedade e salta à superfície aquela facilidade bipolar do populismo demagógico - nós patriotas, vocês traidores! Nós queremos resolver e vocês atrapalham. Foi isto que João Galamba disse numa única frase: "Este é o momento de deixar trabalhar o Governo de Portugal com serenidade na defesa dos interesses portugueses".

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