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Expresso

Calma, António Costa, não é só a Europa

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Há uma parte de Portugal que sempre gostou de sentir só contra o mundo. Desde o ‘orgulhosamente sós’ do dr. Salazar até à ideia de que a Comissão Europeia, o BCE e o FMI apenas nos querem esganar, essa ideia de povo mártir dá os seus frutos

Por isso, quando a Europa nos manda uma cartinha, dura nos termos, a fazer perguntas pertinentes sobre o esboço de Orçamento de Estado que o Governo lhes mandou, e onde coloca um fulminante prazo de resposta – até amanhã têm de explicar - há que recordar que não foi só à Europa que lhe deu para ter dúvidas. Foi também ao nosso Conselho de Finanças Públicas, dirigido por uma economista que nunca mostrou especial brandura para qualquer espetro político. Foi às agências de rating, foi a um razoável coro interno a acusar o documento de irrealista.

O primeiro-ministro, que é tido como um negociador hábil e habituado a transformar necessidades em virtudes, derrotas em vitórias e contrariedades em oportunidades, diz, “com a doce voz que o ar serena” (para citar um conhecido verso de Nicolau Tolentino) que a carta de Bruxelas é normal e que tem bons argumentos. Veremos…

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