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Expresso

Como a esquerda ajudou Marcelo

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Quando se lançou na corrida presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa, antes de apresentar uma ideia, um projeto, um programa, um objetivo decidiu apresentar-se a si próprio. Talvez não exatamente ele próprio, mas uma personagem que construiu para a circunstância: um Presidente amável, simpático, amigo de todos e construtor de pontes

O risco desta estratégia estava na perda de votos à direita. Muita gente (uma mais ressabiada do que outra) queria uma segunda volta das legislativas de outubro que não traduziram a vitória de Passos Coelho em Governo; queria uma desforra, uma vingança que levasse à dissolução, o mais rápida possível, do Parlamento.

Marcelo resistiu a isso, como resistiu a tudo. Apresentou-se como a esquerda da direita. E, quando era óbvio que muita gente da direita se preparava para o abandonar à sua sorte de cavaleiro (ou candidato) solitário, eis que a esquerda tudo faz para lembrar que o candidato é justamente o que essa mesma direita queria que ele fosse – apoiante de Passos e do seu Governo, apoiante de Cavaco, ligado ao PSD e ao CDS, amigo da austeridade e adversário deste Estado Social.

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