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Expresso

Um ‘Charlie’ medroso, a fingir que não é

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Passa amanhã um ano sobre o dia em que todo o mundo foi ‘Charlie’. Para comemorar essa ocasião o jornal faz um número especial que tem na capa um deus de metralhadora às costas e sangue nas mãos, em fuga, a quem chama assassino. Não me indigno com a imagem de deus assim representada. Apenas me entristeço pela falta de coragem e de conhecimento daquela equipa que gosta de ser tida por iconoclasta

A falsa rebeldia está em colocar um deus – que é obviamente o judaico-cristão, já que o muçulmano jamais é representado –, como fautor dos assassínios. Essa pretensa rebeldia é velha como o mundo e costuma dar em cérebros anquilosados. Não é possível fazer equivaler, salvo com má-fé, o deus de madre Teresa ao deus que manda decapitar infiéis; ou o deus do Papa Francisco ao deus de um irado Ayatollah iraniano ou de um dirigente waabita. Os nossos colegas pós-modernos, pensando-se a si mesmo como vanguarda, gostam de tratar tudo por igual.

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