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Expresso

IV – Personalidade Nacional – António Costa

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O líder do PS merece ser, pelo que fez e não fez, a figura mais destacada deste ano. Tendo sido escolhido para secretário-geral por militantes e simpatizantes que não se conformavam com a timidez e passividade de Seguro, nem com os seus resultados nos estudos de mercado, Costa chegou como um salvador: a maioria dos analistas da política diziam que ele ia ter maioria absoluta. Eu, embora não partilhasse essa ideia, acreditei quase até ao fim que ele ia ficar em primeiro nas eleições e formar um Governo

Nada saiu como tinham previsto os apoiantes de Costa. A coligação chegou em primeiro e o PS teve um dos piores resultados do século (apenas menos mau do que o de Sócrates quando perdeu para Passos). Mas, ainda assim, com a esquerda a ter maioria no Parlamento, conseguiu o que parecia impossível. Fê-lo para salvar a pele ou por que está convencido de que esta é a melhor solução para o país? Provavelmente, pelas duas razões, que se fundem numa única, na sua estratégia.

O Governo que constituiu não sendo um espanto, não é um mau Governo, pelo menos a avaliar pelos nomes. É todo formado por militantes e simpatizantes do PS (os parceiros não quiseram ou não puderam entrar) e não se coibiu de tomar medidas que PCP e Bloco não aceitavam, como no Banif. Porém, em muitos outros aspetos (TSU, por exemplo) cedeu à sua esquerda.

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