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Expresso

III – Acontecimento Nacional - A vitória da direita nas eleições

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Depois de escolhidos o Acontecimento e a Personalidade internacionais – os migrantes e Angela Merkel – passo a ocupar-me daqueles que dizem respeito a Portugal. Pode parecer estranho o acontecimento nacional não ser o Governo PS apoiado pelo PCP e Bloco. Mas, o facto é que me parece que essa é uma política de António Costa na qual o PS foi arrastado e não uma política do PS que Costa está a executar. Assim, preferi deixar o primeiro-ministro para Personalidade do Ano (e amanhã cá estará) escolhendo como Acontecimento a vitória da direita nas eleições

Bem sei que inúmera gente diz que a direita perdeu. É verdade se compararmos com 2011, perdeu mais de 13% dos votos; mesmo em relação a 2009 perdeu quase três por cento e só ganhou marginalmente em relação a 2005. Mas o PS, que acabou por formar Governo, ganhou apenas quatro por cento em relação a 2011, tendo perdido mais de sete por cento em relação a 2009 e 13 por cento em relação a 2005. Além disso a coligação de direita foi a formação mais votada e, por aquilo que era a tradição portuguesa, formaria Governo.

Acresce ainda que três meses antes das eleições quase ninguém acreditava que a coligação PSD/CDS as vencesse. Escusamos de recordar o adjetivo (em diminutivo) ‘poucochinho’ com que Costa referiu a uma vitória de Seguro por três por cento sobre a coligação de direita; ou as constantes alusões ao facto de o Governo ser ilegítimo por não ter o apoio dos portugueses. A verdade é que o Governo ganhou as eleições, embora sem uma maioria que lhe permita governar. A verdade (e isso mesmo ficou provado no orçamento retificativo) é que a maioria atual é sobretudo negativa. Sempre que um imprevisto aconteça, as fraturas entre o PS e os seus parceiros no apoio ao Governo aparecerão.

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