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II – Personalidade de 2015 – Angela Merkel

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Continuando a minha visão pessoal de quem se distinguiu este ano, escolho uma personalidade que a redação do Expresso havia eleito em 2012 – a chanceler alemã Angela Merkel. Nessa altura estava nas suas mãos – escrevia-se – a salvação ou o fim do Euro. Bem… Passados três anos podemos dizer que ela conserva essas possibilidades. Mas a Merkel que eu escolho não tem tanto a ver com a condução política ou económica da Europa mas, por estranho que possa parecer, pela sua liderança moral

Percebo que esta é uma faceta de Angela Merkel que raramente é abordada. Sempre foi preferível apresentar adversários como destituídos de qualquer qualidade, incluindo a inteligência. É com este tipo de raciocínio que se transformam os grandes inimigos da democracia em ‘monstros’, desumanizando-os e, portanto, excluindo a possibilidade de qualquer ser ‘normal’ os apoiar (e muitas vezes Merkel foi comparada a Hitler); é também este o processo que faz com que os adversários (tipo Merkel) sejam remetidas para a zona dos insensíveis sem coração… apenas com interesses.

Porém, na verdade, Merkel tem, além dos seus interesses próprios e dos interesses do seu país (como todos os líderes), qualidades indiscutíveis. Princípios que a colocam em risco dentro da sua própria área política. E aqui chegamos a um ponto em que a sua atuação se torna uma quase raridade nos dias que correm.

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