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I - Acontecimento de 2015: os migrantes

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Por muito importantes que possam parecer os acontecimentos do dia-a-dia, por vezes é bom distanciar-nos da agitação e olhar de largo. O Expresso faz isso há quase 40 anos, ao eleger acontecimentos e personalidades do ano. Solidário com as escolhas da redação (nas quais, por acaso, não pude participar) deixo aqui as minhas próprias. Umas iguais, outras diferentes, refletindo o que este jornal tem de melhor: tolerância e pluralismo. E vou do geral para o particular. Assim, começo, hoje, pelos migrantes, que entendo ser o acontecimento do ano. Sigo para a Personalidade do Ano, que considero Ângela Merkel; depois o Acontecimento do Ano português – a vitória eleitoral da direita - e por último a Personalidade do Ano portuguesa, António Costa

Estes temas ocuparão as minhas quatro últimas crónicas deste ano – hoje e dias 28, 29 e 30. Será como um intervalo no alvoroço dos dias, que por vezes nos impede de ter um olhar justo. Sei que nem sempre o tive, sei que me enganei várias vezes (a mais grave foi ter pensado, quase até ao fim, que o PS ganharia as eleições), mas sei que conto com leitores que me compreendem, até nas falhas, assim como com outros que jamais perdem a oportunidade de me insultar. A todos desejo Bom Natal, embora o diabinho dentro de mim deseje um Natal muito melhor aos que fazem o favor de não me insultar, mesmo quando discordam.

E, posto este introito, que vai longo, vamos aos migrantes, sabendo que por estes dias o seu número, somado ao dos refugiados, ultrapassou a marca simbólica de um milhão em 2015. Por que razão os migrantes são tão importantes para nós?

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