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Expresso

Podemos, mas precisamos? E queremos?

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As eleições em Espanha foram uma repetição para pior, ou se preferirem em grande, do que se passou em Portugal: o Governo (direita) venceu, com destaque, mas muito longe de repetir a maioria absoluta de que dispunha. O seu partido alternante (socialistas) tiveram um resultado desastroso (em Espanha o pior de sempre). As utopias e populismos de esquerda avançaram muito. Só que, ao contrário do que se passou em Portugal, em Espanha não é claro que consigam uma maioria no Parlamento

O Podemos, que conseguiu 20,66% (um pouco mais do que a soma do Bloco e do PCP, sendo que a versão comunista espanhola, IU, não ultrapassa os dois deputados) teve uma vitória significativa. Jorge Almeida Fernandes, um dos bons analistas da Imprensa portuguesa, interroga-se no ´Público’ se este partido “atingiu o limite da sua expansão ou exprime uma vaga de fundo de um populismo esquerdista?”.

Esta é a pergunta fundamental. E o que tivemos em Portugal foi semelhante. Os partidos alternantes, por si só, nada conseguem e os socialistas apenas aliados (e, em parte prisioneiros), destes novos populismos de esquerda podem chegar ao Governo. Se, em Portugal, o PS necessitou apenas do Bloco e do PCP, já em Espanha o PSOE necessita do Podemos, dos comunistas e ainda lhe faltam 15 deputados que tem necessariamente de ir buscar aos nacionalismos independentistas, tipo Esquerda Republicana Catalã (nove lugares) e Partido Nacionalista Basco (seis). Ou seja, uma salganhada apreciável tendo em conta que o PSOE é contra as independências, o Podemos foge dessa questão refugiando-se nos referendos, e os socialistas não se afirmam como republicanos.

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