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Expresso

Na morte de Cândida Ventura

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Há na morte, aos 97 anos daquela que foi a primeira mulher a integrar a direção de um partido, um estranho quase silêncio. Tendo vivido boa parte da sua vida na clandestinidade ou no estrangeiro, poderia ser pouco conhecida em Portugal, mas talvez merecesse maior atenção de todos nós

Cândida Ventura, como antes dela Francisco Ferreira (um operário conhecido por 'chico da CUF') ou até esse sobrevivente do Tarrafal hoje no PS, que já passou de largo os 90 anos, Edmundo Pedro, são e foram personagens malquistas e malvistas pela nossa intelectualidade. No fundo, porque desfizeram mitos que tendiam a ser sólidos; por outro porque os sequazes do PCP (e os intelectuais são muito vulneráveis a quem tem a força) os desacreditavam a cada momento.

Francisco Ferreira, por exemplo, denunciou os 'privilégios' com que Álvaro Cunhal vivia na URSS, antes de se ter mudado para França, onde estava no 25 de Abril.

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