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Expresso

Costa e a radicalidade de Sócrates

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Penso ser bastante insuspeito para fazer dois elogios a António Costa, depois do que o critiquei pelo modo como chegou ao poder no PS, como chegou ao poder no país e como se aliou a partidos cujos pergaminhos europeus e democráticos deixam muito a desejar. Mas é o que vou fazer. E a propósito de dois assuntos radicalmente diferentes: o Banif e José Sócrates

Comecemos pelo Banif. O primeiro-ministro esteve bem ao convocar o Governador do Banco de Portugal e o seu ministro das Finanças para explicarem a todos os partidos parlamentares o que se passa com aquele banco, ou mais generalizadamente com a banca. Não sei o que disseram Carlos Costa e Mário Centeno, mas sei que chefe do Governo deu um sinal importante.

Esse sinal importante é que somos um país pequeno no qual todos somos poucos para resolver problemas imensos. É excelente envolverem-se partidos como o PCP e o Bloco na complexidade da banca, onde não há só capitalistas perversos e nacionalizações pelo povo, e muito bom envolver-se também os partidos do Governo anterior. O sentido de Estado, a ideia de que muitos assuntos nos dizem respeito a todos fica, deste modo, vincado.

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