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Expresso

Marine Le Pen, globalização e patriotismo

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Das eleições regionais em França há várias coisas a reter. Uma delas, sem dúvida a imediatamente mais importante, é a derrota da extrema-direita; outra, que a médio prazo vai ser importante, é o número de votos que a extrema-direita conseguiu (aumentando-os meio milhão em relação à primeira volta); outra ainda, a mais longo prazo, é como esta corrente de pensamento totalitário se propõe crescer

Numa declaração que, infelizmente, faz sentido, e na qual Le Pen se declarou vitoriosamente derrotada, a líder da FN, que se colocou, tal como Sarkozy já na rampa de lançamento para as presidenciais, afirmou que essa disputa (que é, também, no sistema francês, em parte uma luta pela chefia do Executivo) seria entre os patriotas e os que apoiam a globalização.

É fácil ver onde Le Pen quer colocar a demarcação entre ela e Sarkozy. Este, por muito à direita que vire (e vai virar, na esperança de roubar votos à FN), nunca poderá deixar a matriz europeia e globalizante dos Republicanos, como agora é denominada a direita democrática francesa.

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