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Expresso

Como a direita legitima a esquerda

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A ideia da moção de rejeição ao Governo de Costa pode ter parecido boa, mas foi má. A insistência na ideia de que este Governo é ilegítimo pode parecer genial, mas é péssima. São caminhos próprios de quem não tem calma, de quem tem medo da sua própria implosão, ao invés de confiar nas forças internas que implodirão, mais cedo ou mais tarde, o Governo do PS

A questão é simples, para quem vê de fora, mas talvez seja um pouco mais difícil para quem está dentro (já agora o PS escusava de estar sempre a dizer que o povo correu com o PSD e CDS, esquecendo-se que o mesmo povo ‘correu’ com eles numa percentagem maior). E digo que é simples para quem vê de fora, porque de fora o que se vê é um Governo a apresentar propostas. São boas? São más? Que a Oposição responda.

Mas dizer apenas que o Governo é ilegítimo e nessa base fazer a moção de rejeição ao Governo é não perceber que isso, além de não esclarecer ninguém sobre a natureza das propostas do atual Governo, provoca uma coisa tão simples como esta: o inimigo externo, em torno do qual os partidos que apoiam o Governo se unem.

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