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Expresso

Uma manhã de vingança

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Poderia haver estudos, debates, consultas. Poderia esperar uma semana ou mais. Nada disso. As primeiras medidas que o PCP e o Bloco pretenderam aprovar destinam-se a reverter as medidas do Governo anterior. Poderia, até ser justo, acaso tais medidas beneficiassem imediatamente cidadãos maltratados ou revertessem injustiças flagrantes. Infelizmente, porém, apenas visem responder a interesses de corporações

Sigo a agenda da Assembleia da República. Dois projetos de lei, um do BE e outro do PCP visam eliminar os exames do 1º ciclo do ensino básico. Não se trata, neste momento, de ser a favor ou contra. Trata-se da pergunta? Porquê agora? Não haveria outra altura quer permitisse um debate sereno sobre o assunto?

Depois, mais dois projetos, do BE e do PCP revogam os exames de acesso à profissão de professor e garantem a anulação dos efeitos que já causaram. Mais uma vez a pergunta: porquê agora? Senão para agradar à corporação de Mário Nogueira e seus apaniguados? Tanto mais que o PCP, em particular, não se coibiu de recordar que tal medida foi criada pela ministra de “má memória” de um governo do PS. Mas nem assim, o PS se acanhou, apesar de se recordar que António Costa estava presente no Conselho de Ministros que aprovou a medida: fez um discurso ‘valente’ contra os exames aos professores criados por um seu governo em 2007.

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