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Expresso

Um Governo para ir governando

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Uma conhecida personalidade política, cujo nome omitirei porque é a ideia que conta, foi contactado, há mais de uma década, para se dispor a ser líder de um grande partido e eventual primeiro-ministro. Ele, sem hesitar muito, respondeu: “O quê? Querem que eu seja presidente da Junta de Freguesia de Portugal?”

Quando lemos a Imprensa internacional é com essa ideia que ficamos. Temos aqui uma junta que a partir de hoje vai ter um primeiro-ministro socialista, apoiado no parlamento pela “far-left”, ou seja extrema-esquerda. E depois (ou ‘so what’)? Depois, mais nada. Tudo vai depender da célebre bazucada de Draghi, das violações do défice de países como a França ou a Bélgica, do afundanço em curso da Finlândia (um país do Norte com a pior prestação económica depois da Grécia) e das variáveis como refugiados, terrorismo e combate ao Daesh.

O Governo que hoje toma posse, acaba por depender mais destes fatores externos do que dos discursos de Cavaco (que aliás faz as malas a 9 de março), de Costa, de Passos ou dos outros protagonistas. É um governo para ir governando, a ver o que se passa. É uma navegação à vista, não só à vista da costa, como à vista de todos.

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