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Expresso

Sócrates: perguntas simples para um complicado mistério

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O ex-primeiro-ministro e ex-líder do PS aproveitou a passagem de um ano sob a sua detenção para fazer uma espécie de sessão de esclarecimento (para não lhe chamar sessão de campanha). Não lhe nego esse direito, mas não me sinto bem com a minha consciência se não disser que com ele estiveram pessoas pelas quais tenho amizade, admiração e, até, ternura. E não entendo como estes não se interrogam sobre o que estão ali a fazer

É natural que Sócrates se defenda – faz parte da estratégia de qualquer acusado; assim como é normal que queira envolver os seus mais chegados nessa estratégia. Porém, quando entre esses estão figuras públicas e referências da nossa República, seria bom que os amigos não dessem o passo da solidariedade sem terem bem esclarecido o que se passa. Será que o têm?

Considero difícil que tenham ponderado todos os aspetos, ou de outro modo ficaria bastante desiludido com o sentimento de impunidade política que propalam. E com isto – sublinho-o fortemente – não entro em linha de conta com nada de jurídico, com aspetos de culpabilidade ou de inocência ou matérias que cabem à justiça e aos tribunais. Apenas me refiro a assuntos que dizem respeito à política e nada mais.

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