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Expresso

A França e a anatomia do medo: “seremos felizes e livres”

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Quem nunca teve medo é inconsciente, ou parvo, como se dizia em épocas passadas. O medo é uma reação natural do nosso organismo a situações que podem vir a estar fora do nosso controlo. Porque quando estas estão já fora do nosso controlo, o medo transforma-se em resignação. Digamos que o medo é uma antecâmara desse estado que é o de estarmos conformados com qualquer coisa que venha

Face ao medo há várias formas de reagir: uma é combater as suas causas; outra é fugir das suas causas; outra ainda é entrar em negação sobre as suas causas; e pode haver muitas outras como aquela que incorpora em nós a causa da causa do medo.

Quando o primeiro-ministro francês, ao sétimo dia depois dos atentados de Paris, nos alerta para a possibilidade de os terroristas islâmicos usaram armas químicas e biológicas está, efetivamente, a provocar em nós uma sensação de medo que espera ver traduzida na primeira das reações: o combate. A França quer combater e quer fazê-lo como nunca. Porque foi ferida. A França começa a perceber a reação de Bush e (na altura) da maioria da opinião pública dos EUA após o 11 de setembro. Espera-se que os resultados sejam melhores.

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