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Expresso

Por que está Costa a ganhar a batalha

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No dia 5 parecia impossível, hoje, mês e meio depois, parece provável; dentro de poucos dias parecerá inevitável e o que é inevitável, por definição, acontece. António Costa será indigitado primeiro-ministro, inaugurando uma fase diferente da nossa democracia: a de dar a vitória a quem perdeu

Já poucos se lembram de que a derrota do PS nas eleições era algo que, digamos, antes do Verão parecia impossível. Mas, aos poucos, a coligação foi ganhando terreno até o derrotar. O que se seguiu depois foi mais ou menos incerto. Muita gente não acreditou que Costa fizesse um acordo com o Bloco e o PCP, e ele na verdade não o fez, mas conseguiu uns papéis vagos e a certeza de que o programa que apresentar ao Parlamento não será chumbado.

Derrubado o Governo minoritário dos vencedores, o PàF, seguiu-se o tempo do Presidente. Ainda estamos nesse tempo e, embora eu sempre defendesse que ele deveria ser rápido a nomear Costa, nas suas congeminações Cavaco optou por ser lento. Mas aqueles que se fiam que ele não o vai nomear, desiludam-se. Cavaco não tem mesmo outra hipótese, e de certo modo ainda bem, porque qualquer outra hipótese abriria um precedente terrível. Mas o interessante é percebermos como chegámos aqui.

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