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E as forças da natureza nunca ninguém as venceu

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O título são dois versos de um poema de António Gedeão, “Fala do Homem Nascido” e podem bem utilizar-se para o que se passou domingo em Albufeira e outros locais do Algarve. A chuva, que de acordo com os registos, nem sequer atingiu o máximo dos últimos 30 anos, desencadeou uma tragédia para os comerciantes e habitantes e fez surgir uma série de correntes de água de que não nos lembrávamos. Nas televisões, jornalistas apressados afirmam que isto se deve às célebres e fustigadas alterações climáticas. Porém, torna-se óbvio que as alterações feitas pelos homens são bem mais graves

Há 26 anos “choveu em 60 minutos o triplo do valor agora registado (19,9 mm) no mesmo período de tempo”. Num artigo de Carla Tomás no Expresso, isto mesmo é atestado por Fátima Espírito Santo, coordenadora da Divisão de Clima e Alterações Climáticas do Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA, que engloba os serviços de meteorologia). Ora há 26 anos, embora existissem danos, não foram desta dimensão. Outro especialista ouvido no mesmo artigo, Alveirinho Dias, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental, acrescenta: “Não são as ruas que se transformaram em rios, mas os vales e as ribeiras é que foram transformados em ruas”.

Especialistas e população colocam o dedo na ferida: a construção desenfreada e o constante desvio de cursos de água, somados à impermeabilização dos solos – incluindo o que se passou com a recente intervenção do ‘Polis’ – são bem mais responsáveis do que a etérea alteração climática, algo que está para certas pessoas como Deus para o ministro Calvão da Silva.

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