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Expresso

Censura, Exame Prévio, Lápis Azul e 'Processo Marquês'

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Entendamo-nos bem: enquanto jornalista e enquanto subdiretor e diretor deste jornal, que o fui durante 15 anos, sempre me opus a que um jornalista fosse assistente de um processo judicial. Por vários motivos, dos quais relevo: é um meio desleal de obter informação (o assistente não o é enquanto jornalista, mas enquanto cidadão); não privilegia, pelo contrário, o acesso ao contraditório; e, no geral, acaba por tomar partido por uma das partes. Eu sei que esta doutrina se divide e não pretendo ter toda a razão, mas é o que penso.

Posto isto, e no chamado 'Processo Marquês' vários jornalistas de diversos órgãos de diversos grupos de Comunicação Social entenderam ser assistentes. Deste modo, quando a defesa de Sócrates requereu e conseguiu o fim do segredo de Justiça interno, permitiu que todos estes assistentes tivessem acesso ao processo. Alguns não terão tirado proveito disso, outros sim.

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