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Expresso

Bullying parlamentar

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No PSD é o horror, mas do CDS ao PCP a situação não é muito melhor. Acredito que apenas cinco deputados votem sempre de acordo com a sua consciência – os quatro líderes dos partidos (caso estejam no hemiciclo) e o deputado do PAN, que é único. Os restantes, seja em que aspeto for, são vítimas de uma espécie de bullying que os descaracteriza e os transforma em mandaretes (para quem possa não saber, é o mesmo que moço de recados)

A definição de bullying (que em inglês significa dominação violenta e ameaçadora) é a melhor que encontro para o eufemismo da disciplina de voto. Primeiro, construímos e mantemos um sistema eleitoral em que a palavra decisiva para a constituição das listas de deputados é do líder do partido (a exceção foi o ‘Livre’ e não elegeu ninguém; depois juntamos a essa receita uns papéis assinados em que juramos jamais discordar do querido líder (PSD) ou em que nos comprometemos a votar nele quando ele precisa mais de nós (Programa do Governo, Orçamento, etc., caso do PS).

Nos partidos mais à esquerda, nomeadamente no PCP, diria que está subentendida a submissão, tendo em conta o ‘centralismo democrático’ ou tretas do estilo. O Parlamento é, pois, ao contrário do que deveria ser, um dos locais menos livres do país.

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