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Expresso

Uma saída honrosa para Costa (sem acordo à esquerda)

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A ideia de que Cavaco Silva nomeará Passos Coelho como primeiro-ministro já nem se discute. Ela é evidente por vários motivos, um dos quais é a esquerda não ter nada de sólido (até agora e que se saiba) para contrapor. A questão está em saber se alguma vez terá. E, se tendo, engloba Orçamentos do Estado? E se englobar, quantos? Demasiadas variáveis para se poder responder seriamente. Mas que deve fazer Costa caso falhem, ou por divergências ou por o tempo se esgotar, as negociações com o BE e o PCP?

Eu sei que corre uma ideia triunfalista em certa esquerda segundo a qual a direita está a tremer com a hipótese de um governo do PS com o apoio à sua esquerda. Devo dizer que não me parece que trema assim tanto. Infelizmente, a maior parte da direita não é tão preocupada com as nossas bolsas. De modo que, em vez de tremerem, divertem-se. Pois pensam que, a prazo, esse Governo está condenado e serão eles (provavelmente com uma maioria muito absoluta) os salvadores da Nação.

Diria, até, que há uma parte da esquerda que treme com a hipótese de um Governo PS/BE/PCP. Essa é aquela parte do PS que sabe que tudo vai correr mal para os socialistas e receia que fiquem numa situação muito difícil quando acabar o ‘sonho’ da unidade de esquerda, com mais ou menos manifestações contra a NATO e mais ou menos acusações ao PS de seguir uma política ditada por Bruxelas, de austeridade, que – como dizem - levou o país à ruína.

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