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Expresso

O que Passos deve a Costa e o que Costa deve a Passos

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Se há coisa em que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, teve razão (e teve em muitas) no seu discurso do 5 de Outubro é que a voz do povo que se fez sentir nas eleições não foi uma voz de “ou nós ou eles”, mas uma voz de “entendam-se!”. Alguns políticos mais desvairados podem entender que os portugueses olham para a política como um desafio de futebol. Mas a maioria pretende resolver os problemas do país. Por isso mesmo, este “entendam-se!” cria obrigações aos principais líderes

Por muito que Catarina Martins queira (e Jerónimo de Sousa também) ver no resultado eleitoral uma esmagadora derrota do primeiro classificado, o que não deixa de ser curioso, penso que a sensatez do eleitorado, que nunca foi pouca em Portugal, quis apenas dizer ao primeiro classificado que, de hoje em diante, tem de se pôr de acordo com o segundo. E ao segundo disse-lhe que, se por birra ou cálculo politiqueiro, recusar esse acordo, o varre no primeiro instante, como em 1987 varreu o PS e deixou Cavaco oito anos com uma maioria absoluta.

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