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Expresso

PàF: a sustentável leveza do não ser

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A primeira surpresa foi o facto de a coligação PSD/CDS ter acabado os quatro anos de mandato. Depois da birra irrevogável de Portas, ninguém dava um tostão furado pela aliança (eu decretei-lhe a morte). Mas Passos, que nesse momento revelou estar muito acima da consideração que lhe tinham, aguentou. Depois, veio o mais simples: prolongar a experiência mais quatro anos. Posto isto, veio o equilíbrio com o PS; finalmente, e devido aos erros do PS e aos méritos da dupla, a vantagem e perspetiva de ganhar as eleições

Não é para citar La Palisse, mas a coligação pode ganhar porque soube não perder. Nestas coisas de eleições, o Governo é sempre o principal fiel da balança. Ou aguenta e ganha ou não aguenta e cede à oposição. Quando se dá o primeiro dos casos, a Oposição pode tentar muito, mas raramente consegue destronar quem está (não por acaso, a vantagem do PS sobre o conjunto PSD/CDS nunca foi superior a três pontos, como demonstrou Pedro Magalhães no seu blogue 'Margens de Erro').

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