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Expresso

Como a globalização tornou a esquerda reacionária

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Houve um tempo em que a esquerda acreditou que a globalização deixaria os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. Sem perceber que se opunha ao vento, ou que pretendia tapar o Sol com uma peneira, opôs-se. A realidade deu-lhe só meia razão (e na parte menos importante): os ricos tornaram-se, de facto, mais ricos. Mas os pobres ficaram menos pobres. A incapacidade de compreender os novos tempos, desde que os encontros antiglobalização e contra o comércio livre começaram (1991 Porto Alegre, Brasil) domina até hoje boa parte do discurso político

Na época de 90 e no início deste século a social-democracia tentou uma adaptação. A terceira via (Blair, Clinton, Schröder, entre nós Guterres) parecia capaz de alinhar a esquerda democrática com novos ventos, mas acabou por não resultar. Depressa o discurso vencedor, mesmo dentro de partidos moderados se tornou, pelo menos na aparência, mais radical. Quando golpistas antidemocráticos, como Chávez, se tornaram referências da esquerda, o caldo já estava entornado.

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