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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Como é possível não vermos e não temermos o abismo que se abre diante de nós. Não, nada tem a ver com o Governo de Lisboa ou outro próximo; nem sequer com a burocracia europeia ou - mais à esquerda mais à direita - a luta partidária. Tem a ver com a forma quase irresponsável como o discurso político vai sendo feito, como se o abismo não existisse, como se à nossa volta reinasse uma normalidade total

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Descobri hoje que ser independente é não discordar do presidente do Sporting. De modo que, com a lição estudada, vou escrever sobre futebol evitando criticar quem quer que seja; isto é, vou escrever de forma independente, dizendo bem, até, de algumas pessoas. Uma dessas pessoas é o quase desconhecido (para nós) Cesar Maurício Velazquez; o outro, de quem direi bem, é bastante conhecido nestes meios – Daniel Oliveira

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Os deputados, votando individualmente, derrotaram os quatros projetos de eutanásia propostos pelo Bloco, PEV, PAN e PS. O dos socialistas foi o que mais votos teve, perdendo por escassos cinco votos. Mas ficou o veneno de uma decisão que, por se ter tornado política, voltará às agendas. Não é por acaso que João Semedo diz que é uma questão de tempo e que Catarina Martins acha que, ainda perdendo, “se deu um passo na direção da despenalização” e que o Bloco voltará ao tema. Mesmo o PS não andou longe desse discurso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Diz a Bíblia que Jacob, aquele que sete anos serviu Labão, pai de Raquel, serrana bela, como cantou Camões, ao chegar a Betel, na terra de Canaã, onde antes havia construído um altar, viu Deus que lhe disse: teu nome é Jacob, mas não te chamarás mais por esse nome, mas sim Israel. Recomendou-lhe ter muitos filhos e descendentes, pois uma nação e muitos povos, e mesmo reis, seriam seus descendentes

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Por incrível que possa parecer a certos comentadores, passam-se coisas mais importantes no mundo do que as declarações de Costa, as vergonhas de César, as traições de Câncio e outras coisas próprias de telenovelas mexicanas. O acordo nuclear com o Irão, que Trump decidiu rasgar, é o principal assunto sério da nossa política. Digo nossa, porque é também europeia e portuguesa

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O Dia do Trabalhador tem uma história antiga e repleta de combates e reivindicações que nos parecem absolutamente justas. As 8 horas de trabalho ou a proibição do trabalho infantil são exemplos que, embora não cumpridos em todo o mundo, fazem parte dos adquiridos básicos da nossa civilização. Por isso mesmo devemos ter a humildade suficiente para aceitar que algumas questões que nos parecem incompreensíveis podem vir a ser, no futuro, consideradas totalmente adequadas

  • Um Marcelo no lugar certo

    Opinião

    Henrique Monteiro

    Dois anos depois da tomada de posse, que podemos dizer do nosso Presidente da República? Do Marcelo, que tal como o Soares ultrapassam, em muito, o cargo, parecendo que este se adapta a eles e não como costuma acontecer? Podemos dizer bem! Claro que também podemos dizer mal - ou não fosse isto uma democracia – mas, no essencial, ocorrem-me 10 pontos fulcrais para lhe fazer o elogio

  • Síria, a vergonha do mundo

    Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há uma guerra na Síria por entrepostos países; uma guerra bárbara, desumana que não poupa civis, que não poupa crianças; que nos interpela a todos nós. Que podemos fazer? Que devemos fazer, sabendo que, como diz no Talmude, quem salva uma vida salva o mundo inteiro? É isso, não conseguimos salvar sequer uma vida. Nem cada um de nós, nem os nossos países confortavelmente entretidos, nem o Papa, nem a ONU.