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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O título é um bocado exagerado (porque Costa nunca faria uma revolução), mas a condizer com o livro que Rosa Luxemburgo, a socialista (e depois comunista) nascida na Polónia e celebrizada na Alemanha, escreveu em 1900. Em duas palavras, a revolucionária dedicava-se a criticar o reformista social-democrata alemão Eduard Bernstein por este defender que o objetivo da social-democracia era, essencialmente, a promoção de reformas sociais e não a mudança radical da sociedade

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Podem pensar que é apenas corporativismo, mas não se trata de nada disso. Pelo contrário, sou daqueles jornalistas que entende que o jornalismo, sendo um pilar da democracia, muitas vezes se tem portado de forma miserável e indigna (esta semana a muito discutida atuação do ‘Correio da Manhã’ foi exemplo disso mesmo). Mas nada permite a intromissão apriorística na independência dos jornais. Esta, quando necessária, deve ser sempre posterior. Qualquer outro modelo pressupõe censura prévia, coisa que Portugal conheceu até 1974 e soube quão lamentável era

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Foi divulgado um interessante estudo sobre demografia e migrações em Portugal. Rapidamente, as conclusões não surpreendentes são as seguintes: se o país fechasse as fronteiras passaria dos atuais 10,4 milhões para 7,8 milhões de habitantes em 2060 e ficaria sem “quadros qualificados suficientes para ocupar os lugares necessários para o avanço da Economia”

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    A passagem de informações classificadas e obtidas por serviços de informação estrangeiros por parte do Presidente dos EUA para os russos não é um caso de somenos. Há uma palavra para a definir: traição. E a traição pode ter várias causas, mas infelizmente pode ter consequências funestas, neste caso para Israel. Quanto às causas, como disse o canal MSNBC, citado por Joana Azevedo Viana no Expresso, ou a incompetência de Trump atingiu um nível perigoso ou foi a seu ego que atingiu esse nível. Pode ainda acontecer que ele esteja conluiado com os russos

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Sempre fui contra a energia nuclear. Confesso que nada tem a ver com uma pulsão para a ecologia, que aliás não tenho, mas sim com um respeito pelo que não dominamos e conhecemos. Essa convicção tem-se reforçado à medida que acontecem acidentes e incidentes. Se, em 1983, data do Plano Energético Nacional (era Veiga Simão ministro da Indústria) já escrevia contra o nuclear, numa altura em que o maior dos acidentes nem tinha acontecido – Chernobyl -, hoje reforço a convicção. E ainda mais quando sei (informação da Renascença) que um estudo do Exército afirma que um incidente à escala do que aconteceu na atual Ucrânia e ex-URSS pode afetar 800 mil portugueses. Ou seja, quase 10% da nossa população

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Muita gente já percebeu e mais ainda vai ter de perceber. Portugal não pode viver como um fidalgo arruinado, fingindo que depende apenas de si próprio. Nada disso. O fantástico crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano (2,8%, na homóloga) deve-se, diz o INE, fundamentalmente às exportações e, entre as exportações, a de serviços, sendo que esta é dominada, essencialmente, pelo turismo

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Amanhã completam-se 100 anos sobre as aparições de Fátima; hoje o Papa chega a Portugal e há tolerância de ponto; logo à noite haverá a procissão das velas – enfim coisas que todos sabem. Mas Fátima foi, continua a ser e há de ser um tema controverso. É também por isso que gosto deste tema

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Houve um presidente dos EUA que demitiu um procurador especial (Archibald Cox) que andava a investigar uma suspeita (entretanto confirmada) de escutas feitas à sede do Partido Democrático, no Edifício Watergate, em Washington. Foi Nixon, que no mesmo sábado provocou a demissão de mais duas pessoas que se recusaram a fazer o que ele queria (ficou conhecido como o massacre de sábado)

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    A vitória de Macron em França trouxe consigo uma questão que há muito andava no ar. O novo chefe do Estado francês é de esquerda para a direita; e de direita para a esquerda. Significa isto que ele é do centro? Talvez. Mas eu arriscaria a ir por outro caminho, que ele aliás trilhou: as velhas classificações deixaram de ser operativas nas novas situações

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Embora entre nós quase não se dê por isso, hoje é o dia da União Europeia. Dia 9 de maio, o dia em que Robert Schuman, nascido no Luxemburgo, mas que havia sido primeiro-ministro de França e era, no dia 9 de maio de 1950, ministro dos Negócios Estrangeiros daquele país, divulgou a sua célebre declaração que seria o prenúncio da CEE e da UE