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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O nosso primeiro-ministro devia pensar nisto. E o Ronaldo do Eurogrupo, vulgo Mário Centeno, igualmente. E o secretário de Estado das Finanças e todos os ministros e todo o Governo. E o Presidente da República poderia, talvez, dar uma palavra, por entre dois abraços (que nunca lhe doam os braços, porque eu, ao contrário de outros, entendo que isso é bom para o país). E o caso é simples: por que cobram IVA nos donativos de solidariedade?

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Confesso que já ouvi umas cinco vezes esta gravação no sítio do Expresso com a cábula para um exame de Português do 12º Ano. De cada vez que a ouço diverte-me, porque nela coexiste a descoberta, a ingénua (ou não) revelação da fonte e a falsa exiguidade do que é necessário estudar para passar no exame. Daí ocorreu-me que todos os anos poderia haver uma fuga destas; penso que o resultado seria aumentar o número de horas de estudo de cada aluno

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Posso sinceramente confessar-vos que acho excessivo o número de histórias sobre os sobreviventes e os mortos pelo fogo? Posso dizer isto sem ser mal interpretado? Posso sugerir que talvez os familiares das vítimas prefiram algum silêncio (não é por acaso que o silêncio é a marca do luto)? Posso afirmar que esta substituição excessiva de rigor e objetividade possíveis, por emoções básicas se torna tão vulgar que não ajuda a resolver nada? Ao quinto dia de fogos continuamos sem nada para dizer que não sejam interrogações sobre as suas causas e relatos de quem viveu o drama?

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Há uns anos largos João Bosco Mota Amaral referiu-me que talvez fosse mais barato para o país colocar todos os habitantes da ilha do Corvo (430) num hotel, com pensão completa, do que mantê-los naquela ilha remota (a mais ocidental dos Açores). Naturalmente, esta ideia nem uma hipótese era para o então chefe do Governo dos Açores, porque há direitos que se sobrepõem a qualquer análise meramente economicista. Servia mesmo para demonstrar que as considerações de poupança não podem ser levadas em conta em diversas situações

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    A calamidade de Pedrógão Grande e das povoações vizinhas é indescritível. Os repórteres que no terreno disseram não ter palavras para descrever o que viam foram os mais verdadeiros. Há desgraças indizíveis e, como numa das suas canções mais certeiras, cantou Chico Buarque (‘Notícia de Jornal’’) “A dor da gente não sai no jornal”

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Sinceramente, ainda não entendi por que motivo haveria incompatibilidade entre quem negociou em nome do Estado e quem representa o Estado na mesma empresa. Nem eu, nem quase ninguém. E este é o mal dos debates ficarem a meio caminho. Alguém perguntou ao Governo, ou ao Dr. Lacerda Machado, se da negociação fez parte a remuneração a receber pelos administradores não executivos, como ele? Se fez, começa a cheirar um pouco a esturro

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    A primeira reação de António Costa às investigações do Ministério Público em curso na EDP e outras empresas de energia foi que estas têm “manhas” para contornar os quadros regulatórios e contratuais. Ninguém pode deixar de concordar com ele. Mas há aqui uma manha: é que se essas empresas contornam, de duas uma: ou os reguladores, isto é o Estado, não sabe, ou sabendo as deixa contornar. Por isso, eu também não tenho dúvidas de que há umas manhas do Estado para deixar que isso aconteça. E se isso acontece, das duas, uma: ou o Governo permite ou não permite. É o que me leva a dizer que há, por aqui, umas manhas do Governo e de António Costa

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Parece-me que é moda os bem pensantes serem contra Emmanuel Macron. Primeiro era novo de mais, depois era casado com uma velha, depois tinha ganho as presidenciais, mas de nada lhe serviria porque não tinha partido. Agora teve uma vitória grande de mais e arrisca-se a França a ficar com um partido único

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    As greves convocadas por associações sindicais de professores e de juízes têm efeitos e perspetivas diferentes. Confundem-se na irresponsabilidade que advém dos seus apelos. Os primeiros marcam-na para um dia de exames; os segundos não percebem que se diminuem a si mesmo (e criam enorme desconfiança em nós) ao assumirem-se como assalariados e não como membros de um órgão de soberania

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Agora que o Embaixador Pereira Gomes mandou às urtigas a sua carreira na espionagem, para grande alívio de diversos setores socialistas, em especial de Manuel Alegre (pai do diplomata que trabalhava com o dito) e de Ana Gomes (a primeira a denunciar a sua ação em Timor); agora, que ficaremos todos sem perceber o que verdadeiramente se terá passado (à exceção de António Costa que afirma termos perdido um excelente diretor dos Serviços e de Augusto Santos Silva que põe as mãos no fogo pelo seu diplomata); agora que aguardamos a nomeação de outra personalidade lembrei-me da história de Ken Flower