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Expresso

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Temos entre nós os nossos pequenos Trumps e os nossos pequenos intolerantes. São aqueles que, a propósito de mais um – e saliento o mais um, porque é mais um e outros se seguirão – ataque a inocentes, desta vez nas Ramblas de Barcelona, surgem como cogumelos com críticas às políticas de apoio e receção aos refugiados e imigrantes. Não se diferem na essência dos ‘soberanistas’ que acham que as cidades não podem receber turistas porque são para quem lá mora. Assim como se encontram com outras correntes que têm por política a limitação da circulação

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O antigo primeiro-ministro e líder do PS escreve no ‘Público’ um artigo a desmontar o que o mesmo diário referiu ontem sobre a sua ação e do seu Governo, ligado ao BES e a outros elementos, na evolução da velha PT. Não está em causa o direito de o fazer, nem vou defender o trabalho do jornal, que referi aqui abundantemente; não tenho procuração para isso, nem aquela redação necessita de ajuda. Podia, até, acreditar neste e naquele ponto que Sócrates enfatiza, não fosse o caso de o último parágrafo o desmascarar por completo

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Um cidadão chega de férias e não está preparado para uma coisa assim. 10 páginas de jornal, não menos, onde se reenquadra, recorda e revela, pela mão da jornalista Cristina Ferreira, o que foi a ação na PT daquele que foi o banco do regime, o BES, e do seu presidente, Ricardo Salgado, do ex-primeiro-ministro português José Sócrates, de parvenus como Nuno Vasconcellos, dos envolvidos nos maiores escândalos da política brasileira, que vão do ‘mensalão’ ao ‘lava-jato’, e de como tudo isto se conjuga, metendo pelo meio secretas, maçons, ministros, lobistas e o que mais for. Aqui chegado, hesito entre os sentimentos e os factos descritos em dois livros de autores diferentes, que depois de grandes amigos cortaram relações: ‘A Peste’, de Albert Camus e ‘ A Náusea’, de Jean-Paul Sartre

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Soube, assim como que por acaso, que o Estado pede 1,25 milhões de euros que o empresário da Ongoing Nuno Vasconcellos lhe deve. Além do Estado (neste caso a Parvalorem, ou o que resta dos ativos tóxicos do BPN), também o Novo Banco herdou do BES a dívida de 12 milhões; por fim, o BCP é credor do mesmo empresário do valor de 9,7 milhões. Ao todo, Nuno deve 22,95 milhões e tudo o que tem em seu nome é… uma mota de água

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O problema de termos problemas a mais é que já não chega escrever sobre um por dia. Diria, até, como um dia destes alguém no Facebook escreveu, que é preciso organizar os casos mediáticos, porque vindo vários ao mesmo tempo, desconcentra-nos. Ora o que temos hoje? A questão dos ciganos, levantada por um candidato do PSD, e a questão da posição portuguesa sobre a Venezuela, levantada pelo ‘El País’

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Pela segunda vez, no espaço de uma semana, o primeiro-ministro referiu-se à operadora do SIRESP como incompetente. Trata-se da Meo, que é da Altice que comprou a PT Portugal e quer comprar a TVI. O chefe do Governo pode ter razão, mas devia parar de se queixar. Afinal quem contratou o Sistema foi ele próprio. Sim, ele próprio

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Passei o domingo agarrado ao ‘twitter’ por causa de uma entrevista que Gentil Martins deu ao Expresso. Posso dizer que é a primeira vez que um médico me fez mal à saúde. Não pelo que disse, mas pelo que despertou. Há um lado inquisitorial em muita gente, um lado surdo, incapaz de debater sem insultar, incapaz de se centrar no essencial. Eu já sabia que muito das redes sociais são assim, mas tive uma recaída…

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Quase todos os nomes que hoje tomam posse parecem possuir currículos condizentes com os cargos que vão desempenhar. Há uma exceção, que por ser logo nos Assuntos Fiscais, chama muito a atenção. Tal não significa que António Mendonça Mendes não tenha conhecimentos mais do que suficientes para o cargo, mas se assim for convinha colocá-los no currículo

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Pensava, talvez erradamente, que o primeiro-ministro de um país não podia queixar-se de nada, salvo da Oposição, do azar, ou das forças da natureza, ao poder das quais se converteu recentemente Catarina Martins. Não é bem assim. O chefe do Governo pode queixar-se de uma operadora de telemóveis por esta estar a despedir pessoas e a funcionar mal em certas zonas… ou de uma empresa de energia por ser ‘manhosa’