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Expresso

Se este OE é um desastre, imaginem o de 2017

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Sejamos práticos. Este orçamento vai ser aprovado. A Europa vai dizer que estamos perante um compromisso válido, que está de acordo com as indicações dos tratados, tudo dentro de um quadro de promoção de crescimento e emprego. Este ou outro blá blá blá do género será usado para ninguém perder a face. E o Governo vai insistir que a austeridade acabou, que está a devolver dinheiro às famílias, onerando os mais ricos e promovendo assim uma política de redistribuição de rendimento mais equitativa.

Olhemos primeiro para o fim da austeridade. O Governo queria, na primeira versão do OE, agravar o défice em cerca de 288 milhões de euros – (diferença entre o total de medidas que aumentavam o dinheiro distribuído e as políticas que retiravam recursos da economia). Com as novas medidas anunciadas ontem, aumento de impostos sobre o sistema financeiro, empresas, automóveis e produtos petrolíferos, o Governo já está, afinal, com um saldo de quase €100 milhões de austeridade. Talvez esteja na hora de acabar com esse chavão ridículo e falso.

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