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"Portugal: Bipartisan consensus to cut back an extra € 1.7 billion of public expenditure in 2010"

Imaginem só o bem que não fará à credibilidade financeira de Portugal um título desta natureza no Financial Times ou no Wall Street Journal.

Vasco Campilho www.expresso.pt

 

Nunca fui daqueles que pensam que o combate político é coisa menor e que isto só vai lá com técnicos desinteressados e competentes a governar. Não: acredito que a política se faz de escolhas apuradas no debate público e contraditório. Mas no momento em que Portugal está a fazer face a um ataque especulativo sobre a sua dívida pública, espera-se dos políticos que saibam pôr em perspectiva o essencial e o acessório. E o essencial neste momento é dissipar as dúvidas sobre a determinação de Portugal em tomar as medidas necessárias para assegurar a sustentabilidade das finanças públicas. Para isso, nada melhor do que um consenso alargado sobre medidas suplementares de redução da despesa pública.

O PSD apresentou ontem na Assembleia da República um pacote de redução de despesa de 1.700 milhões de euros. O Partido Socialista e o Governo têm aqui uma oportunidade soberana de aliviar a pressão que se tem abatido sobre Portugal, aproveitando a proposta do PSD para transmitir para o exterior a mensagem de que os portugueses estão unidos no propósito de não deixar que a situação nacional venha a assemelhar-se à grega. Deixemo-los barafustar mais um dia ou dois. Até perceberem que todos, todos temos a ganhar com um acordo nesta base.