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Para esto, más nos valdría ser gallegos

Um ministro não é um director-geral e, por isso, está obrigado a fazer uma avaliação política das consequências de uma determinada decisão para além do uso dos critérios de aplicação geral.

Tomás Vasques (www.expresso.pt)

Volto à história do encerramento das urgências no centro de saúde de Valença. Os indicadores e os critérios que estão na base da decisão do encerramento das urgências do centro de saúde de Valença podem estar correctos, do ponto de vista da optimização, na sua aplicação genérica no território nacional. Contudo, um ministro não é um director-geral e, por isso, está obrigado a fazer uma avaliação política das consequências de uma determinada decisão para além do uso dos critérios de aplicação geral. No caso de Valença, os utentes do centro de saúde podem utilizar os serviços equivalentes de Tui, a dois ou três quilómetros de distância. E não pagam taxa moderadora, precisando apenas de apresentar o cartão de saúde. Para além de ficar demonstrada a debilidade dos nossos serviços de saúde, fica ainda por saber, o que provavelmente não foi tido em consideração, se a factura pela utilização do centro de saúde de Tui, a apresentar pelos serviços de saúde espanhóis a Ministério da Saúde português, compensa a poupança resultante do encerramento do centro de saúde de Valença. A ver vamos.