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O Dr. Olim do sangue, again

Já aqui escrevi sobre o assunto, mas a verdade é que a realidade ultrapassa a ficção.

Ana Matos Pires (www.expresso.pt)

Depois de opinar sobre a recomendação votada na AR Gabriel Olim, na sua qualidade de Presidente do IPS, assume que desconhece os termos técnicos da dita proposta, ora leiam (os sublinhados são meus), "A proposta [do BE] choca com tudo o que é realidade internacional. Quero saber no que é que se basearam para elaborar essas recomendações", disse, Gabriel Olim, ontem, ao JN, minutos após a aprovação da resolução por todas as bancadas parlamentares e com a abstenção do CDS-PP.

"Irei aguardar até o Ministério da Saúde se pronunciar. Desconheço em termos técnicos no que consiste essa proposta (...)".

Mas o mais grave estava para ser dito "(...) para ser verdadeira tem de ter em conta que o IPS não discrimina, apenas cumpre regras baseadas em dados que apontam que homens que têm sexo com outros homens têm relações não protegidas, por exemplo", acrescentou o responsável do IPS.

Pois, por exemplo, a gente não discrimina mas a gente sabe, por exemplo, que os paneleiros têm sexo desenfreado sem qualquer protecção, enquanto a gente sabe, por exemplo, que os heterossexuais usam camisa de gola alta e protector silicónico do pirilau sempre, porque a gente sabe, por exemplo, que isso é a verdade verdadinha dos factos.

E que tal seriedade na discussão, hum? A bem da boa qualidade do sangue e derivados transfundidos, a bem da saúde dos receptores, pode ser?