Siga-nos

Perfil

Expresso

Aparelho de Estado

O Congresso de Carcavelos

A frouxidão dos discursos que se vão desfiando e a pasmaceira em que o ritual se espreguiça, não deixa esconder que este congresso do PSD celebra as exéquias em sufrágio da alma do cavaquismo, enquanto facção no interior do PSD.

Tomás Vasques (www.expresso.pt)

 O PSD, depois da eleição do seu novo presidente, por margem clara, em eleições directas, cumpre este fim-de-semana, em Congresso, a liturgia da consagração de Pedro Passos Coelho. A frouxidão dos discursos que se vão desfiando e a pasmaceira em que o ritual se espreguiça, não deixa esconder que este congresso do PSD, mais do que a consagração do seu novo líder, celebra as exéquias em sufrágio da alma do cavaquismo, enquanto facção no interior do PSD. E deste funeral resulta uma nova identidade do PSD: a mobilização partidária à volta do novo líder - a "unidade" palavra chave em Carcavelos -, em vez da luta de "gangs" em que o PSD se transformou nos últimos anos. Esta nova identidade é meio caminho andado para chegar ao poder. Falta a outra metade: saber o que o PSD quer para o país.