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100 reféns

Rui Pedro Soares, Emídio Rangel e um cão que nasceu verde

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Duas notícias bizarras. A primeira tem a ver com o nascimento de um semanário em Portugal e a segunda com o nascimento de um labrador de pelo verde no Brasil.

Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

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A semana passada li duas notícias de grande bizarria:

Rui Pedro Soares, o boy socialista que ficou conhecido pelas animadas conversas telefónicas com Armando Vara sobre Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz e o "problema TVI", o mesmo que tentou impedir a publicação de uma edição do jornal "Sol" e que é arguido no processo Taguspark, prepara-se agora para lançar um novo semanário. É caso para dizer: se não consegues controlá-los junta-te a eles.

E quem é que menino o Rui Pedro foi convidar para diretor do novo brinquedo? Alguém que pelos comentários e intervenções que faz se percebe que é uma pessoa isenta, imparcial e sem qualquer conotação ou orientação política definida: Emídio Rangel.

Já conseguiram parar de rir? Então passemos à segunda notícia, menos improvável. No Brasil, numa ninhada de dez cães labradores, um deles nasceu com a pele verde clara. Hulk - assim foi batizado - terá nascido verdinho devido a uma substância presente na placenta. Temos portanto um aborto a nascer em Portugal e um cão verde recém-nascido no Brasil.

Deixando os cães e voltando ao jornal. Já era altura de alguém aproveitar as capacidades de Emídio Rangel. Deixá-lo espalhar a sua imparcialidade, honestidade intelectual, seriedade com que aborda os assuntos políticos, a sua completa e inequívoca independência partidária e uma visão de futuro. Alguém que manifesta frequentemente um profundo desejo de mudança.

Com pessoas deste gabarito, quer na administração como na direção do jornal, julgo estarem reunidas um conjunto de qualidades indispensáveis para um semanário de sucesso. E que falta faz algo deste género no espetro jornalístico. Um jornal alheado do poder político e das suas permanentes intromissões. Insubmisso, irreverente e intelectualmente incorruptível.

Ou muito me engano ou a primeira edição irá abordar os seguintes temas: "Duarte Lima matou ou não a velha?" e "Onde para Dias Loureiro?". Um dos cronistas do jornal poderia ser o próprio Rui Pedro Soares, com "as minhas aventuras no Taguspark".

A última pérola de Emídio Rangel no programa em que participa na RTP-N foi afirmar que "o Sr. Assange da Wikileaks roubou 450 mil documentos". Estou a imaginar o senhor a entrar num quartinho escuro no piso -4 do pentágono e dizer "meus amigos passem para cá todos os ficheiros confidenciais dos últimos anos de diplomacia americana. Ponham-nos nesta pen antes que eu perca a cabeça".

Provavelmente a parte mais animada e imprevisível do "periscópio" - é este o nome escolhido para o jornal após ter falhado o nome "República"( faltou a parte das bananas para dar seriedade à coisa) irá ser a necrologia. A menos que contratem o Ediberto Lima para fazer a edição.