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100 reféns

Passos Coelho mentiu descaradamente

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Tiago Mesquita (www.expresso.pt)

A memória é provavelmente dos maiores bens que possuímos. Sem ela, amanhã poderemos não nos lembrar do que somos, do que fomos, sentimos ou dissemos. Haverá coisa pior do que acordarmos um dia e descobrirmos que representamos uma mentira, uma fraude? Que tudo aquilo que afirmámos, defendemos e prometemos - levando tantos a acreditar - não era afinal mais do que um monte de fabricações oportunistas, um exercício de ilusionismo aproveitando momentos instáveis, as fragilidades de quem ansiava em voltar a acreditar, em algo, em alguém, num caminho diferente. Há quem viva com isso, aparentemente.

Passos não foi diferente do seu antecessor. Foi igual. São iguais. Passos mentiu para conquistar. Passos é igual ao que criticou porque Passos quis ocupar o lugar de quem criticava. A todo o custo. Mentiu uma, duas, três vezes. Mentiu as que foram precisas. Deixo-vos alguns pensamentos de Pedro Passos Coelho, declarações deixadas na rede social Twitter (2010-2011) antes de se tonar primeiro-ministro de Portugal. Declarações tão elucidativas como vergonhosas.

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento." "Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos." "Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate." "Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas." "Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. "Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos." "Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado." "Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."

E para terminar: "Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?" Pois bem, caro "Pedro", não faço ideia nenhuma. Já não entendia na altura, ultrapassava-me, mas constato que o senhor, apesar de fazer o mesmo, continua a exercer funções, o que me deixa verdadeiramente extasiado. Ou não sabe dar resposta à sua retórica pergunta?

 

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