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Expresso

Torredecopinhos

A ida de finalistas do Ensino Secundário a Torremolinos acabou, estranhamente, mal. Digo estranhamente porque nada fazia prever que mil adolescentes em regime de bar aberto longe de casa fossem dados a criar confusão. Ainda assim ela aconteceu. Como terá isto acontecido?

Faço notar que há duas coisas diferentes: uma é justificar o que acontece(u) no sentido de encontrar desculpas; outra coisa diferente é perceber que é razoável admitir que era inevitável face ao ponto de partida que o ponto de chegada se localizasse em determinadas coordenadas – até porque aparentemente há décadas que é igual.

O que mais me espanta, portanto, além de todo o espanto, é ouvir falar pais que ou não têm a mínima noção para onde é que mandaram os filhos – que os filhos não saibam que com 650€ para uma semana de alojamento com pensão completa e bar aberto não vão comer nada de jeito é normal porque não sabem nada da vida – ou não querem assumir que sabem para agora não ficarem mal na televisão. Ao mesmo tempo não sei bem o que esperava o hotel (provavelmente esperava fazer um grande negócio com as cauções, como conseguiu).

Repito porque há muita gente que não percebe a diferença: perceber que determinado ponto de partida leva a um certo destino não é desculpar (muito menos individualmente) os agentes dum descarrilamento. E não foi a comida, não foi o serviço nem foi o alinhamento celestial que levou aos distúrbios. Foi o facto de se meter 1000 adolescentes longe de casa a beber.