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Expresso

As (longas?) férias de Rocha Andrade

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O Galpgate está resolvido. Morto. Enterrado.

Quando no Ministério das Finanças aparecer algum assunto relacionado com a GALP já não será o Secretário de Estado do Assuntos Fiscais a tratar do dossier. Para que não restem dúvidas de que Rocha Andrade é tão amigo da GALP quanto a GALP é amiga de Rocha Andrade, é o ministro Mário Centeno que passa a tratar destes assuntos.

Afigura-se fácil a vida do SEAF daqui em diante:

Mexidas no IVA, têm um impacte brutal nas gasolineiras que vendem hoje tudo e mais um par de botas, trabalha Centeno.

O IRC, por maioria de razão, é um imposto decisivo para a operação da GALP, carrega Centeno.

Entre quem manda na GALP, portanto entre as pessoas que mandaram ligar ou ligaram pessoalmente a Rocha Andrade para o convidar, estão alguns dos melhores salários em Portugal. Por via das dúvidas Centeno passa a olhar para o IRS também. Ministro sofre.

Um dos homens mais ricos de Portugal, Américo Amorim, é chairman da GALP. Rocha Andrade não pode nem pensar em impostos sobre o património, não vá estar a montar um esquema que beneficie o inimigo número um do Bloco de Esquerda, mexidas no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (esta é fácil) passam a ser matério exclusiva de Centeno!

Essencialmente o Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais entrou em licença com vencimento. Fico na dúvida se a “resolução” do Galpgate não acaba por premiar o SEAF.