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Expresso

Foi bonita a festa, cara?

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A situação política no Brasil atingiu esta semana um triste ponto alto com a nomeação de Lula da Silva para ministro do gabinete Dilma, garantindo a esse maior proteção dos procedimentos judiciais contra si.

Não bastando a evidência de que tal comportamento – a indicação de alguém que está a ser alvo de inquérito para o governo – é contra os mínimos da decência política, apareceram entretanto escutas telefónicas entre os dois. Estas – com sigilo levantado pelo juiz competente, validando a sua publicação – concretizam que Lula receberia de Dilma um termo de posse para usar apenas “em caso de necessidade”. Apanhados os líderes do PT com a boca na botija, à hora em que escrevo estas palavras já havia violência nas ruas do Brasil.

É o culminar duma sucessão de rumores feitos operações da justiça brasileira que têm como alvo Lula da Silva, antecessor de Dilma, e que é suspeito de corrupção, financiamento partidário ilegal., ocultação de propriedade em nome de terceiros, entre outras acusações duma longa lista. Naturalmente, friso, que tudo isto não passa de suspeitas que ainda não passaram pelos tribunais. Mas já se pode dizer que dificilmente o PT, Dilma e, claro, Lula recuperarão destes eventos. E em parte, para lá do que possa ter de facto acontecido com o antigo Presidente, por culpa inteiramente sua na gestão dos acontecimentos.

O que daqui se confirma é que não há, como às vezes certos discursos parecem querer passar, uma espécie de honestidade natural ou de superioridade moral à esquerda. Aliás, lá como cá, são ex-governantes de esquerda que caem nas mãos da justiça por ligações inexplicáveis com grandes quantidades de dinheiro. Isso faz da esquerda pior que a direita? Claro que não, mas lembra que mesmo à esquerda, os governantes não passam de Homens. E que por isso faríamos melhor em reduzir o peso que as suas decisões têm no país. Neste e no nosso irmão.

Um abraço para o Brasil.