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Expresso

Breves

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Em tempo de silly season, algumas notas tentativamente not so silly.

O PS apresentou o seu primeiro orçamento rectificativo. É obra para quem não é ainda governo. Mas fez bem. De 45 mil postos de trabalho prometidos o PS passa para 207 mil. Notável quadruplicação. Pelo caminho ficaram os outrora 150 mil prometidos por José Sócrates. Costa é mais ambicioso, isso ninguém lhe tira.

Estranho só que no meio de tantas correcções o PS não entre em lado nenhum com uma correcção aos números do desemprego publicados pelo INE. Recorde-se que quem manda no PS acha que o INE anda a inventar os números do desemprego, os do emprego e que "a taxa não reflecte a maioria dos desempregados". Mas se é assim como é que o PS baseia o seu desenvolvimento do emprego/desemprego nesses mesmos números? Não deveria incluir um factor de correcção? Nos 200 mil empregos prometidos por Costa não se recupera um desencorajado? Um emigrado? Fica a pergunta. As questões aqui levantadas também continuam por resolver.

Na Grécia, o governo Syriza aprovou o pacote financeiro exigido pela Troika - ou lá como é que agora lhe chamam por lá - com algumas baixas nas bancadas da maioria governamental. Aliás o mesmo problema que teve Angela Merkel nas suas bancadas. Na Grécia e na Alemanha houve juras de que não havia alternativa. Só é pena que entretanto o Syriza tivesse arrastado a economia grega para uma trajectória de recessão, de onde se havia libertado em 2014.

Com o anúncio de Maria de Belém de que se candidatará a Presidente da República o PS consegue finalmente um candidato que lhe é próximo ao mesmo tempo que compreende as funções presidenciais. Mais vale tarde do que nunca.

Por outro lado, quando lemos Paulo Campos sobre privatizações sabemos que vai sair bomba. Como neste caso o interpelado fala por si, deixo o só assim a marinar até para a semana que vem.

Bons mergulhos a quem ainda vai mergulhar!