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Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Que é feito da reestruturação da dívida?

O ponto mais importante do novo Pacto de Estabilidade não está nas metas do défice, mas na agressiva planificação de redução da dívida. O plano prevê que a dívida desça até aos 100% do PIB em 2022, um valor ainda muito alto, mas que nos coloca de volta ao clube dos que não ultrapassam essa fasquia simbólica, onde costumam estar os países sujeitos a resgates ou intervenções externas.

O que Mário Centeno está a tentar fazer é aproveitar o crescimento da economia e as extraordinárias condições externas para fazer uma redução quase sem precedentes internacionais. Os partidos mais à esquerda podem não gostar disso (por não concordarem com as metas europeias) e os mais à direita podem defender que esta redução é feita com pés de barro, sem reformas sérias no Estado. Todos têm alguma razão, mas o que Centeno está a fazer está certo.

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  • O Bloco não é Centeno e tirou o dia para prová-lo

    Revisão unilateral das metas do défice, falta de investimento na saúde e adiamento na revisão das pensões nas carreiras contributivas mais longas suscitam cerco de críticas do BE ao ministro das Finanças e às opções do Governo. Estabilidade da maioria de esquerda não está (ainda) em risco. Mas o alerta é claro. “A nossa preocupação é que se cumpra o compromisso e se proteja a estabilidade desta maioria parlamentar”, diz Mariana Mortágua a propósito da revisão em baixa das metas do défice