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Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

O Facebook devia começar a ter medo dos reguladores

A gestão das sucessivas crises “políticas” que se têm abatido sobre o Facebook oscila entre o patético e o assustador. Desde as primeiras suspeitas (ou evidências) de que a rede social e a sua poderosa máquina publicitária foram absolutamente fundamentais na vitória de Trump ou do Brexit que a sequência tem sido a mesma. Primeiro nega-se tudo, depois admite-se alguns erros, mais tarde tomam-se algumas medidas para melhorar o serviço, finalmente criam-se normas para evitar novos erros e tornar a operação mais “transparente”. Depois, bem, depois tudo volta a repetir-se.

O novo escândalo, com a Cambridge Analytics e o uso de dados privados e detalhados de 50 milhões de pessoas, só surpreende quem não tenha acompanhado as mais recentes campanhas eleitorais. Na sua recente vitória nas eleições italianas, o líder da Liga (ex-Liga Norte) não teve problema em dizer: “Graças a Deus internet, graças a Deus redes sociais, graças a Deus Facebook.” Matteo Salvini é um homem agradecido e sabe que a sua mensagem não teria tido a mesma força se não pudesse seguir com enorme precisão os alvos (ou targets) que pretendia atingir.

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