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Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

A globalização contra a extrema-direita

O debate presidencial francês não foi apenas um debate violento e tenso, um momento chave para a campanha de Emmanuel Macron ou uma das horas mais dramáticos das campanhas eleitorais em França e na Europa. O debate – seguido com atenção em vários países, mas com baixas audiências no hexágono – teve uma importante novidade política: foi a primeira vez que num debate desta magnitude a extrema direita foi acusada e derrotada com argumentos profundamente liberais e pró-globalização.

Nos últimos anos, a maior parte dos políticos tradicionais tiveram grande dificuldade em enfrentar movimentos nacionalistas e/ou protecionistas. Optaram pelo discurso do medo, como em Inglaterra, ou por não levar o adversário a sério, como nos EUA, ou até assimilando boa parte das ideias, como aconteceu na Holanda. Ontem, Macron optou por uma estratégia radicalmente diferente e atacou as ideias da Frente Nacional de frente, defendendo o seu projeto e acusando de “imbecilidades”, as propostas de Marine Le Pen.

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  • Repetir mil vezes: você só diz idiotices

    “Vous dites que des bêtises, madame Le Pen”. Bêtises pode traduzir-se como idiotices, imbecilidades, parvoíces, etc. As opções de tradução são muitas, mas nenhuma é simpática. O ataque frontal de Emmanuel Macron à candidata presidencial da Frente Nacional foi surpreendente. Não só Macron não piscou o olho aos eleitores mais à esquerda, como repetiu vezes sem conta que os argumentos de Marine le Pen eram bêtises

  • Um empate que favorece Macron

    Partindo de uma vantagem de 60% contra 40% nas sondagens, nem Macron terá conseguido fazer crescer a sua base de apoio, nem Le Pen alargar o seu eleitorado. O debate foi tenso, sobretudo na sua parte final, onde a candidata da Frente Nacional parece ter acusado algum cansaço