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Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Nós não vamos pagar isto tudo, já pagámos

Teixeira dos Santos deu hoje uma entrevista à TSF onde diz que “nós vamos pagar isto tudo”. O “isto tudo” é o Novo Banco e o “nós”, bem, somos todos nós. Sobre a parte do “nós” já nenhum português tem dúvidas, dada a longa lista de contas que nos têm apresentado desde a nacionalização do BPN. Sobre o que ainda temos para pagar, acho que Teixeira dos Santos está mesmo enganado.

Não o digo por achar que a solução do Novo Banco ficar nas mãos de um fundo como Lone Star é boa, longe disso, muito menos por achar bem que o Estado fique com 25% do capital e 0% dos direitos de voto. Digo-o porque a esmagadora maioria dos buracos do Novo Banco já foi tapado pelo nosso dinheiro.

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  • Teixeira dos Santos: “Nós vamos todos pagar” o Novo Banco

    Para o ex-ministro das Finanças – responsável pela nacionalização do BPN –, o Fundo de Resolução nunca foi a melhor solução para o BES. Qualquer encargo que tenha de ser assumido pelos bancos que financiam o Fundo de Resolução vai acabar por ser pago através do aumento das taxas bancárias, defendeu

  • Sim, parece que um banco pode valer menos de zero, como escreveu, hoje, no Expresso Curto João Vieira Pereira. Sim, pode ser que esta solução para o Novo Banco seja o pior dos dois mundos, como escreveu Daniel Oliveira, apoiando as teses de Catarina Martins. Sim, e pode ser que o Novo Banco devesse sovieticamente integrar o “setor público bancário” como exigiu Jerónimo de Sousa. Sim, pode ser que esta seja a solução menos má, como diz o PS e o ministro Centeno (que amanhã explicará tudo, segundo prometeu). Mas uma coisa é certa, fosse qual fosse a solução, seríamos sempre nós, os contribuintes, a pagá-la, como acabou por dizer o ex-ministro Teixeira dos Santos