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Telegramas da saída limpa

Ricardo Costa

Ricardo Costa

Diretor de Informação da SIC

Caixa, o que não andámos para aqui chegar

Reduzir a questão da entrega das declarações de rendimentos dos administradores da CGD a um problema jurídico é um erro total. Primeiro, porque falha a verdadeira questão. Segundo, porque com altíssima probabilidade o Tribunal Constitucional vai obrigar à entrega. Ou seja, ao colocar a questão num plano constitucional, o governo apenas adiou um problema inevitável que vai abalar o banco mais tarde, num momento perigoso do calendário, porque choca em cheio com o plano de recapitalização de que faz parte uma emissão pública de obrigações.

Já aqui escrevi que o governo fez bem em escolher uma equipa profissional para a CGD e em pagar salários alinhados com o mercado. Mas essa decisão tem uma condição óbvia: os gestores públicos - sejam bem ou mal pagos - estão obrigados a um escrutínio público superior. Os acionistas de um banco público são os contribuintes ou, se quisermos ser mais rigorosos, todos os portugueses. E uma das regras das democracias maduras é a exposição dos rendimentos dos titulares de cargos públicos.

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